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Designação

Apeamento do Pelourinho da Praça da vila

Tipo

Obras no espaço urbano

Descrição

A 14 de Maio de 1865, “tendo sido decepado o pelourinho desta vila na noite de 27 para 28 de Fevereiro último e permanecendo ainda no mesmo estado de ruína”, a Junta da Paróquia deliberou que o pelourinho fosse “totalmente inutilizado arrancando-se todas as suas pedras” e que as mesmas fossem “arrecadadas em algumas das casas da administração da junta, a fim de poderem servir para alguma obra pública, pois que são de belo mármore”.

 

A deliberação ficou por executar na totalidade uma vez que, segundo acta de 29 de Junho, a Junta da Paróquia deliberava novamente neste sentido, mandando que “fossem tiradas da praça para a casa do peiche as pedras do pelourinho” (Arquivo da Junta de Freguesia das Alcáçovas, Livro de Actas da Junta da Paróquia, 1860-1880, f35v e 36v).

 

Símbolo do poder administrativo e judicial do concelho e, por isso, peça fundamental no espaço urbano medieval e moderno, o pelourinho deixava assim de fazer parte da paisagem urbana de Alcáçovas, o que se justifica na perda de função na sequência da extinção do concelho de Alcáçovas e sua integração no concelho de Viana do Alentejo, em 1836.

 

Desconhece-se, até ao momento, qual a tipologia do pelourinho de Alcáçovas bem como o seu período de construção. Tendo em conta a história dos pelourinhos em Portugal, o pelourinho apeado em 1865 podia ser o primitivo medieval, ou manuelino (construído na sequência do foral de D. Manuel datado de 1512), e em ambos os casos trasladado da Praça primitiva para a actual (esta formada no século XVII com a instalação dos Paços do concelho no edifício onde se encontra sedeada a Junta de Freguesia de Alcáçovas), ou mesmo um outro mais recente construído por esta ocasião.

Cronologia

1865, 14 de Maio e 29 de Junho

Autor

AP